Será que chegamos a pertencer a alguém ou alguém nos pertencer?

Quando estamos apaixonados por alguém costumamos dizer: “eu sou completamente seu!”Ou, ainda: “você é minha! Na verdade, ninguém é de ninguém, quando amamos estamos dividindo e somando, acrescentando um ao outro. Isso é poesia: “eu sou seu companheiro”, o resto é fantasia e em muitos casos acabam muito mal!

Ciúmes, tudo bem! A gente até se sente especial, única(o)! Mas, obsessão…, não! Num relacionamento sadio, o companheirismo é o principal elemento da vida a dois. Nele, os namorados, os casados, os amantes encontram o elo que justifica esse convívio tão legal. Quando não há companheirismo, não há troca. Quando não há troca, prevalece o egoísmo. Onde reina o egoísmo, não existe dois: somente um.

Partindo desse pressuposto concluo que ninguém é propriedade de ninguém, isto é, ninguém tem o direito de exigir que seu parceiro(a) viva única e exclusivamente para ele(a). Das duas uma: ou se participa de um relacionamento a dois, ou se é usado(a). Quando a gente tem que abrir mão de tudo para satisfazer o outro, deixamos de viver nossa vida, e passamos a viver a vida que o outro nos impõe. Não há troca, não há amor!

O interessante de tudo isso é que, no começo, tudo é um “mar de rosas” , a paixão, a química que rola entre dois, as promessas, o carinho, a entrega… é maravilhoso. Depois, com o passar dos dias, vamos notando as diferenças – o que é muito normal -, vamos descobrindo que a pessoa não é tudo aquilo que se esperava que fosse. Suas promessas, antes tão românticas e sinceras, transformam-se em mentiras, ou pior, em ameaças. Começa a fase do domínio de um sobre o outro. “Benzinho, porque você vai usar esse vestido tão curtinho?” “Gatinho, porque você ta tão perfumado, hoje?”

Parecem tão singelas essas preocupações, quando na verdade nelas já estão os elementos de “poda” do outro. Parece um ciúme comum, e até pode ser, mas se persistirem esses “sintomas”, cuidado! Estão querendo ser donos de nós! Isso, quando já não começam as ordens diretas: “Não quero que você use esse biquíni”, ou pior ainda “Não quero que você converse com seus amigos”.
Se chegar nesse ponto, desista! Não vai valer a pena seus sacrifícios, pois a pessoa com que você está vivendo não te ama. Ela te possui, ela é sua proprietária, ou quer se tornar.

E pra falar a verdade, não devemos modificar totalmente nossas vidas por causa de uma única pessoa, por mais importante que seja pra você. Podemos, sim, alterar alguma coisinha aqui, outra ali, mas mudarmos totalmente, não! Devemos dividir para somar, dar, para receber, fazer concessões, quando for o caso. Mas tudo dentro da partilha, do entendimento comum!

Se, por acaso, você estiver no começo do caso com uma pessoa que age dessa maneira: saia fora! Não perca seu precioso tempo com uma pessoa obsessiva e egoísta!

Espero ter conseguido explicar um pouco sobre relacionamentos difíceis, mas lembre-se: há casos e casos! Você é dono de sua própria vida!
Até a próxima

texto: Aurelio Martuscelli Neto-autorizada a reprodução desde que citados o autor e a fonte: http://www.timideztofora.blogspot.com/

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