As garotas, a educação sexual e os pais

As garotas, a educação sexual e os pais – Os pais devem tomar a frente, quando o assunto é a educação sexual de seus filhos. Seja a mãe, com a garota, seja o homem, com o rapaz, sejam ambos, com cada um de seus filhos ou, ainda, em grupo.

“Sou uma garota que não tem muitas amigas, e eu precisava muito de alguém com quem pudesse trocar informações e experiências. Meus pais quase que não falam comigo, exceto aqueles papos de todos os dias. Imagine minha mãe falando de sexo comigo… É mais fácil ver um elefante voando!”

As garotas, a educação sexual e os pais
As garotas, a educação sexual e os pais

 

Tudo bem, exageros à parte, o que pode-se observar acima é fato comum na maioria das famílias do Brasil, e de de outros países, quer ricos, quer pobres. Os pais, ainda mais com o consumismo exacerbado, viram-se como podem para manter o “status” social ou, nas camadas menos favorecidas, fazem de tudo para que nada de essencial falte para seus filhos. E assim… lá se vai o seu precioso tempo, e com ele a oportunidade de um diálogo familiar mais profundo e terno.

Agora, imagine uma garotinha de 14, 15 aninhos, cheia de dúvidas a respeito da vida, deparar-se com sua sexualidade e, com nada ou pouco sabendo a respeito disso, ter que enfrentar, uma a uma, todas as situações, para saber o que é isso, ou como funciona aquilo. Claro, dirão muitos, como ela pode não saber disso ainda, se temos os noticiários da TV, os programas de rádio, as novelas, onde tudo acontece? E a internet, será que essa menina nunca leu nada interessante lá? E as amiguinhas da escola? E a própria escola ainda não tem aula de educação sexual? E a turminha do condomínio, nada de falar sobre o que fazem com seus namoradinhos, e de como funcionam as coisas no sexo? Duvido!

Acontece que as informações coletadas dessa forma, nem sempre são confiáveis, fazendo com que essa garota, ao invés de ver suas dúvidas esclarecidas de uma maneira mais clara, as tem mais complicadas e confusas, dadas a multiplicidade de origens das fontes (normalmente, outras garotas de mesma idade, sem nenhuma experiência, tampouco acúmulo de conhecimento sobre sexo e sexualidade, e porque não de vida também). A tendência, então, é de que essa garota “salte” para a fase dos experimentos sexuais, e estes, muitas vezes, podem ser mais nocivos, do que benéficos, visto o pouco conhecimento prático da maioria dos garotos da mesma faixa etária.

O diálogo na base da família é fundamental. E, como estamos tratando aqui de educação sexual, nada supera uma conversa franca entre pais e filhos, onde os primeiros, por terem muito mais experiência no assunto, com todo esse fundamento, podem passar a seus filhos todas as preciosas informações que eles precisam, sem medos, preconceitos, tabus ou radicalismos: como contar uma história, uma real história de vida, sem heróis, vilões, monstros ou fadas, tudo real, mas terno!

A inexistência de diálogo familiar, além de cercear as adolescentes dessas informações importantíssimas, as faz reféns da autoconfiança, dependentes disso e, consequentemente, relegadas às próprias capacidades de aquisição de conhecimento e experiência, sabe-se lá a qual custo.
Não seria muito mais seguro e interessante dar a essa adolescente uma boa educação sexual?

Claro que sim, mas não se pode fornecer todas essas informações com o arcaico e egoísta pensamento de poupá-la de algo doloroso e perigoso, temível e misterioso, mas sim fazer com que esse conhecimento, transmitido em forma de franco diálogo, sirva como uma poderosa ferramenta a essa menina, contribuindo para que ela tenha uma caminhada menos atribulada e mais prazerosa até a maturidade.

Essa é uma bela forma dos pais demonstrarem o quanto amam seus filhos: preparando-os para a chegada da sua sexualidade, o verão de seus hormônios e a primavera de suas vidas.

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