Sou virgem, e daí?

Sou virgem, e daí? – Não estou a fim, ainda! Não quero que aconteça assim. Essas respostas poderiam ser as mais comuns, porém não são. Os tempos mudaram, é claro: os adolescentes de hoje têm muito mais acesso a informações sobre sexo do que seus pais e avós tiveram à sua época. Hoje nas revistas, livros, jornais, TV, filmes, inclusive os de sexo explícito, e Internet eles encontram absolutamente tudo o que é possível se saber sobre sexo.

 

Já, na prática, não se têm a mesma “realidade prática” sobre o assunto. Existem, ainda, muitos mitos e tabus, conceitos e preconceitos que se mantêm inalterados desde a “revolução sexual”, no final da década de 60.

Sou virgem, e daí?
Sou virgem, e daí?

Tanto, meninas e meninos adolescentes se gabam de não serem mais virgens. Claro que não tem nada de errado de querer ser “normal” perante seus coleguinhas. O que importa é: eu sei que sou virgem! Esse, de fato, é o “problema”: ele ou ela sabem que nunca transaram, isso é, nunca foram até o final da transa.

Parece “atrasado” afirmar perante seus amigos que se é virgem e, quando esse assunto vem no meio do bate-papo corriqueiro, é mais fácil parecer um(a) veterano(a) no assunto. Os meninos, pela própria tradição machista de nossa sociedade, são os primeiros a afirmarem que são “pegadores”, que são mestres na arte de “fazer sexo”.

Já, as meninas, são um pouco mais comedidas, muito embora muitas deixem bem claro aos rapazes que já tiveram várias experiências sexuais, sem nunca terem ultrapassado a barreira de “alguns amassos”, o que pode ser um fator de incentivo a eles, chegando-se a situações embaraçosas e constrangedoras na hora “h”.

Tanto faz, se ele ou ela é virgem, a verdade é que a falta de objetividade, ou seja, o dizer “não” na hora do convite para uma transa, para não parecer que é virgem, ou mesmo porque não se está a fim de transar, acaba detonando um processo que, em muitas vezes, acaba deixando marcas profundas em um ou em ambos. Todas aquelas informações acumuladas sobre o fazer sexo ficam confusas, e mais dificultam do que ajudam na hora da transa real e não virtual.

O que estou querendo dizer é que não importa a outra pessoa, a não ser a você mesmo(a), a simples situação normalíssima de ser virgem. Também, não é necessário ficar “falando aos quatro ventos” ou colando um adesivo na cabeça com os dizeres “sou virgem”. Quando tiver que rolar a transa, que ela aconteça não através de mentiras, e sim de uma maneira mais natural possível, na hora que pintar o clima, com o lugar e a pessoa certa.

Saber dizer não, de maneira nenhuma te afasta da possibilidade da “primeira vez”, ao contrário, mostra que você tem opinião própria e coragem de negar quando não achar que é o “seu” momento. Por isso, sou virgem, e daí? E também posso simplesmente não estar a fim, e daí? Afinal, só você pode saber dar estas respostas!

Apenas para complementar: seja sua primeira ou enésima transa, use preservativos sempre, cuide-se! Não vá estragar sua vida ou a de outra pessoa simplesmente porque acham “careta” transar com camisinha!

Até a próxima

 

5 comentários em “Sou virgem, e daí?

  • 30 de janeiro de 2009 em 15:57
    Permalink

    Olá amiga, entendo o anonimato, ãfinal é bem pessoal o assunto.
    Se ele percebeu, ou não, não é mais importante que a sua decisão.
    Na hora certa, como você disse, acontecerá! Sem essa de quererem “globalizar” tudo. Cada um é único, e sabe o que tem a fazer!

    Não se envergonhe de falar com ele (desde que você confie nele a ponto disso), num relacionamento o que pesa muito (para a sua duração e consolidação) é a franqueza mútua. Mas isso cabe a você decidir!

    abraço fraterno, e apareça sempre que quiser!

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