infidelidade

infidelidade – porque a traição, a mentira, a infidelidade, porque ele me troca por outra? Existe a máxima que diz: eles traem, porque foram forjados pelos pais a serem “machos”, os conquistadores, que não deixam passar um rabo de saia. Não pensem que não é verdade a afirmação acima.

O pai de um garoto o incentiva desde a infância a ser valente, macho e, depois, quando adolescentes, a ser do tipo conquistador, o “garanhão” da espécie. Isso está implantado nos costumes dos pais, há séculos, pelo menos em nosso país, mas há outros mais.

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Em 2008, encontramos um interessante artigo, que pode lhe dar todas as dicas do porque das famosas puladas de cerca. Infelizmente, o link relatado abaixo não se encontra mais online.

A lógica da traição

Seis depoimentos de homens muito sinceros (às vezes até demais) vão abalar suas convicções sobre os verdadeiros motivos por trás da infidelidade ou fidelidade masculina. E vão ajudá-la a descobrir se seu namorado ou marido cairá em tentação

Desde 1998 a antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mirian Goldenberg entrevista homens e mulheres para uma pesquisa ampla sobre infidelidade. Já foram ouvidas 1 279 pessoas e 60% dos homens confessaram-se adúlteros (e sabe-se lá quantos não tiveram coragem de contar à professora). Todas as desculpas, das mais nobres às mais esfarrapadas, são invocadas para explicar esse alto índice. Alguns estudiosos culpam a testosterona, o hormônio masculino da agressividade (e da conquista).

Outros afirmam que o sexo com diversas parceiras contribui para a perpetuação da espécie de qualquer ser vivo, e não apenas do homem, motivo pelo qual a monogamia é rara e até antinatural.” Existem muitas razões para a infidelidade e todas passam pela necessidade de provar algo a si mesmo”, acredita Oswaldo M. Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade. “Alguns homens aprenderam que, para se sentirem machos, precisam trair.

“Para o psicanalista carioca Olivan Liger, ainda há resquícios de patriarcalismo nas relações – que resistem apesar de todas as conquistas femininas. “O compromisso do homem continua sendo com a capacidade de prover, não com o sexo. Há uma demanda quantitativa por conquistas sexuais. “Para os homens que ouvimos nesta reportagem, toda essa teoria tem outros nomes: tesão, novidade, mulher que não se cuida (sim, pasme!), instinto de caçador. Alguns, porém, seguram a onda, resistindo bravamente à traição.

A culpa é das mulheres

Adriano Soares, 45 anos, empresário, dois casamentos – o primeiro durou 8 anos e o segundo já dura 13, – um filho “Os homens traem muito. E sabem de quem é a culpa? Das mulheres. Quando se sentem donas do pedaço, elas se acomodam, descuidam da gente e delas mesmas. Traí várias vezes minha primeira mulher. Nos primeiros seis anos de casados, ela era diferente: cuidava de nós e sabia ser esposa, namorada e amante. Eu não pensava em traição. Nos últimos dois anos, depois do nascimento do nosso filho, virou uma mãezona, cheia de não-me-toques. Fisicamente, também mudou, como todas as mães: vem a barriguinha, o peito cai…

Isso é normal; o problema é que a qualidade do sexo também caiu. Tentei conversar, mas não adiantava. Aí passei a procurar outras mulheres. O primeiro caso durou um ano, mais ou menos. Aliás, fico no máximo dois anos com uma amante, senão vira relacionamento sério e ela começa a falar em casar. Minha ex nunca soube, porque eu não deixava pistas. Não me arrependi, sabe por quê? Porque a culpa era dela. Agora estou casado há 13 anos e não traio. Não vejo necessidade.”

Morro de medo de minha mulher descobrir

Gustavo*, 38 anos, Bancário, casado há 20 anos, uma filha”Eu já traí e foi muito ruim. Descobri que não fui feito para a traição, porque fico remoendo a culpa. Aconteceu antes de eu me casar, quando ainda namorava minha mulher. Eu estava na maior farra bebendo com uns amigos e, do outro lado do bar, uma garota não tirava o olho de mim. Ela era bonita, mas nada demais – só que me encarava muito. Começou aquela troca de olhares. Aí ela veio para a minha mesa e não deu para resistir. Fomos para a cama sem camisinha. Quando acabou, bateu o maior arrependimento. Fiquei numa paranoia. Deixei passar um tempo e fiz o teste de aids. Não contei nada a minha namorada, que era tão bacana e doce.

Para falar a verdade, a noite de prazer não compensou a culpa que carreguei depois. Estamos juntos há 20 anos e eu ainda sou apaixonado por ela, apesar de brigarmos muito. Enfrentamos altos e baixos, mas eu não voltei a traí-la. Até tive vontade e oportunidades: tudo está mais fácil, as mulheres mais atiradas, só que sempre chego à conclusão de que o crime não compensa. Fico pensando na reação da minha mulher se descobrisse uma traição: me botaria para fora de casa e faria a cabeça da minha filha contra mim. Eu não conseguiria ficar sem minha rotina de casado. Para mim, traição é um momento idiota. Você pode pôr um monte de coisas legais a perder.

Não vejo graça em trair. Sou muito feliz com minha mulher

Sandro Torres, 33 anos, publicitário, casado há nove anos, dois filhos. “O mundo contemporâneo é moldado pelo consumo; consumir a beleza, por exemplo, faz parte da lógica deste mundo. Uma mulher não vai à academia, trata o cabelo e usa maquiagem para ser percebida intelectualmente. A imagem é para ser consumida. Ela quer se sentir desejada. Posso achar uma mulher bonita e interessante, até desejá-la, mas nunca cedi à tentação de trair.

A infidelidade só existe se o limite da imagem é ultrapassado, e eu nunca deixo que aconteça. Claro que nem sempre é fácil. Sou professor universitário e relativamente jovem, então é natural que seja assediado. Faz bem para o meu ego, mas levo tudo na brincadeira.

Algumas coisas estão bem claras na minha cabeça. Uma delas é não fazer a alguém o que não gostaria que esse alguém fizesse comigo. Respeito muito a Ana Paula e pretendo ser respeitado por ela. Quando alguém me diz: “ah! aconteceu!” ou “foi só uma vez…”, entendo como desculpa esfarrapada. Sei que a coisa é mais complexa, porém, definitivamente, creio que não existe “desta vez eu não consegui evitar”, e sim “desta vez eu quis”.

Ainda que goste da Ana, acho que a fidelidade é um princípio de vida e independe de quem seja minha mulher. Se ela não merecesse minha fidelidade, eu me separaria dela. Antes de ser fiel à minha esposa, tenho que ser fiel a mim mesmo. Vários colegas meus se vangloriam de suas escapadinhas. Para mim, é pura auto-afirmação. Pode parecer presunção, mas sou feliz assim.”

Eu trairia, mas quando?

Luiz Araújo, 40 anos, cinegrafista, casado há oito anos, sem filhos. Eu nunca traí, mas já senti vontade de sair com outra mulher. Não me sinto culpado por isso. Acho que me sentiria se tivesse concretizado o desejo. Mas ficou só na vontade e, como se diz por aí, vontade dá e passa, e eu sempre deixo passar. Nunca contei a minha mulher sobre essas fantasias. Até porque eu acho que é humano ter tesão por outra. É saudável também dar uma paquerada. Nunca fui além disso por uma série de fatores. Há a questão da ética, que é muito forte em mim, de ser fiel.

Também falta tempo. Trabalho o dia todo, tenho horários rígidos e muitas cobranças profissionais. Às vezes fico cansado e sem tempo até para sair e namorar a minha mulher. Uma amante deve custar caro, tanto em termos emocionais como financeiros. É preciso ter tempo e dinheiro. Eu não sei como minha mulher reagiria se descobrisse que foi traída. Temos uma relação legal, eu a adoro e estou sempre ligando para ela.

Trair, para mim, seria apenas uma questão de sexo, de atração. Amor eu já tenho e estou feliz. Sei que sou minoria. Não tenho muitos amigos como eu, mas tudo bem.

Sei dominar meus desejos

Marco Aurélio Alvarenga, 39 anos, jornalista, casado há 14 anos, uma filha. “Não dou chance para que a traição aconteça. Como não sou de sair muito, fica mais fácil. Nunca fui assediado diretamente por nenhuma mulher. No máximo levo algumas cantadas sem muito fôlego. Uma vez, uma estagiária cismou comigo, mas não houve cerco fechado, só flerte. O segredo é não dar seqüência e deixar o assunto morrer. É aquele velho ditado às avessas: quem não procura não acha. Meus amigos nunca acreditaram muito na minha fidelidade, acham uma aberração. Mas eu também não me esforço para convencê-los. Sou e pronto. Não sei até quando, só sei que por enquanto eu sou. Não dou conselhos nem tento catequizar ninguém.

Cada um sabe o que vale a pena arriscar. Tenho uma grande mulher e amiga e, por tudo que passamos juntos, nada me assusta mais do que a possibilidade de decepcioná-la. Fidelidade para mim não é nenhum sacrifício, tampouco exige policiamento. É mais uma conseqüência do meu estilo de vida. Já me senti atraído por outras mulheres. É inevitável, mas é controlável. Eu sempre dominei meus desejos.

Não consigo evitar

Fernando, 34 anos, músico, solteiro. Acho fundamental que a mulher seja fiel. Eu também deveria ser, mas é impossível. A traição é uma espécie de vício. Não consigo me controlar. Tenho uma verdadeira compulsão para conquistar, adoro novidade. Só não termino meu relacionamento ‘oficial’, que já dura praticamente quatro anos, porque gosto da minha namorada: os meus casos, em geral, são passageiros.

Algumas vezes, um ou outro fica mais sério, o que me traz problemas. Administrar vários relacionamentos simultâneos sempre é difícil. Nas festas de fim de ano, por exemplo, preciso escolher com qual ficar. A solução é colocar a culpa na profissão: digo que tenho shows a fazer para escapar das cobranças.

Chego a contar uma história triste, reclamo que estou chateado, mas não posso perder a oportunidade de trabalho. Sabe que até chorei para convencer uma namorada? Já tive três ao mesmo tempo, cada uma em um estado. O problema é pagar as passagens aéreas e a conta de telefone.

Sei que estou errado, que minha namorada não merece, mas uma só não dá. Como diz um primo meu, nós gostamos da caça. Não sei por quanto tempo vou levar essa vida, mas de uma coisa tenho certeza: jamais aceitaria uma traição da parte dela.

Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados

por: Cláudia Ramos

Abraços e até a próxima!

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Um comentário em “infidelidade

  • 20 de novembro de 2008 em 21:56
    Permalink

    Eu concordo com aqueles que, quando amam, não são infiéis. Quanto aqueles que praticam a chamada pulada de cerca, das duas uma, ou eles são imaturos e têm que provar que são “machões”, ou não amam a companheira e não sentem atração sexual por elas.

    Resposta

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